quinta-feira, 16 de agosto de 2018

As 13 primeiras regras do futebol de 1863.

As primeiras 13 regras do futebol:
1. O comprimento máximo do relvado não deve ultrapassar os 180 metros e a largura não deve exceder os 91 metros. As marcações da largura e comprimento devem ser feitas com bandeiras. As balizas devem ser definidas pela colocação de dois postos, separados por 7 metros, sem qualquer fita ou barra entre si.
2. Sempre que houver um golo, o jogo deve recomeçar com um pontapé efetuado pela equipa que o tiver sofrido. A outra equipa deve manter-se afastada 9,1 metros, até a bola ser tocada para o recomeço.
3. Depois de ser conquistado um golo, a equipa que o sofrer tem direito a recuperar a posse de bola. Sempre que um golo acontece, as equipas devem trocar a metade de campo que defendem.
4. Um golo é marcado sempre que a bola passar entre os dois postes da baliza ou sobre o espaço entre os mesmos postes (seja a que altura for). A bola não deve ser transportada no momento em que transpõe a linha.
5. Quando a bola é lançada, terá de ser sempre no lugar por onde saiu do campo. A bola não estará em jogo até que toque no chão.
6. Quando um jogador rematar a bola, qualquer colega seu que esteja mais adiantado em relação à linha do pontapé será considerado em fora de jogo. Não poderá, por isso, tocar na bola nem evitar ou influenciar outro jogador a fazê-lo, até voltar a estar em jogo.   
7. Se a bola ultrapassar a linha de fundo, a primeira equipa a apanhá-la terá direito à marcação de uma falta.
8. Se um jogador sofrer uma carga terá direito a uma falta. Terá de fazer uma marca com o seu calcanhar no chão, para assinalar o local do pontapé, e pode recuar os metros que assim entender para ganhar balanço. Nenhum jogador adversário pode interferir com a sua ação até ela ser efetuada.
9. Nenhum jogador pode correr com a bola.
10. Rasteiras e assédios não serão tolerados e nenhum jogador poderá usar as mãos para agarrar ou empurrar um adversário.
11. Os jogadores não serão permitidos a atirar ou a passar a bola com as mãos.
12. Nenhum jogador será autorizado a pegar a bola do chão com as mãos, seja em que circunstância for, enquanto o jogo decorrer.
13. Nenhum atleta poderá usar ferros, chapas ou agulhas nas solas das suas botas.

terça-feira, 3 de julho de 2018

120 anos do primeiro jogo de futebol escrito e publicado no Brasil



120 anos do primeiro jogo de futebol escrito e publicado no Brasil

10 de julho de 1898 - S. P. A. C. 3 x 0 S. P. Railway A. C. - Uma nota sobre o jogo aparece no Correio Paulistano na Secção Sportiva do dia 12 de julho de 1898, terça-feira, pag. 2, e uma reportagem do mesmo jogo no jornal THE RIO NEWS de 19 de julho de 1898, pag. 6.

O jornal “THE RIO NEWS” circulava na capital do Império e depois República desde 1874, seus leitores eram majoritariamente britânicos, sua linha editorial era liberal,  o editor e proprietário se chamava Andrew Jackson Lamourex (A. J. Lamourex) que nasceu em 1850 e faleceu em 1928.






O jogo disputado pelas regras do Football Association foi realizado em 10 de julho de 1898, um domingo, com 60 minutos de duração (30 x 30) no campo do São Paulo Athletic Club, onde o  S. P. A. C. vence o São Paulo Railway Athletic Club por 3 a 0, terminando o primeiro tempo vencendo por 2 a 0, dominando completamente e só não marcando mais devido a excelente atuação do goleiro Stewart do São Paulo Railway. No segundo tempo mais um gol do SPAC, todos os gols foram marcados por Charles William Miller center-forward (centroavante) do time, mostrando sua fama de artilheiro nato e fazendo um “Hat-trick” e onde quatro jogadores do S. P. A. C. são os mesmos citados em um depoimento de Charles W. Miller ao jornalista Thomaz Mazzoni como estando presentes no 1.o jogo do futebol brasileiro, são eles: Crewe (goleiro), Sparks (atacante), Taylor (defensor) e Blacklock (médio). Crewe era Percy W. Crewe que foi secretário do São Paulo Athletic Club e trabalhou na Lidgerwood em São Paulo e Sparks era Frederich Sparkes.


Várias matérias saíram na internet sobre a descoberta desse jogo desconhecido na história do futebol brasileiro:






Depoimento na Rádio Brasil de Campinas em maio de 2016: https://www.youtube.com/watch?v=6W7tZdEND2s

A descoberta serviu de matéria para a publicação de um livro sobre os primeiros jogos do futebol brasileiro: https://www.clubedeautores.com.br/book/253929-Os_primeiros_jogos_do_futebol_brasileiro?topic=esporteselazer



quarta-feira, 13 de junho de 2018

A Memória do Futebol em São Paulo - C. A. Paulistano





CENTRO PRÓ-MEMÓRIA CLUB ATHLETICO PAULISTANO

O Centro Pró-Memória é responsável pela preservação e perpetuação da história do Clube, por meio do material arquivado em suas dependências.
Também responde pela organização e as ações referentes às obras de arte do Clube, como a compra, doação (recebimento), manuseio, ocorrência e restauração.
O resgate de detalhes da história é continuamente aprimorado com os resultados das pesquisas. Tal processo amplia progressivamente o material disponível para consulta, possibilitando o atendimento da maior parte das solicitações que chegam ao serviço.

Contato
(11) 3065-2057
cultural.museu@paulistano.org.br
Horário: segunda a sexta-feira, 8h30 às 18h
Localização: Rua Honduras, 1400 - Jd América - São Paulo -SP
4º andar do prédio novo
CEP 01428-900


terça-feira, 12 de junho de 2018

Zé Carlos o Ponto de Equilíbrio.


A experiência vale demais. Foto: José Pinto.



Texto adaptado da Revista Placar nº 433 de 11 de agosto de 1978 escrito por Sérgio Martins.

Ponto de Equilíbrio

Num Guarani fogoso e inexperiente, Zé Carlos, 33 anos, é o chamado ponto de equilíbrio. Os seus pés parecem atrair as atenções da bola e dos companheiros, é ele quem triangula as ações do meio-campo, funcionando como um legítimo centromédio. E, quando alguém desgarra e pega a reta, abrindo um vazio na retaguarda, é o veterano Zé que cuida de corrigir o erro. Como um irmão mais velho.

Zé Carlos parece um artista que domina de maneira absoluta a sua arte, depurando-a completamente e atingindo uma simplicidade de gênio, Contra o Vasco, na partida em Campinas, por exemplo, em nenhum lance deu mais de dois toques na bola. Mas jamais deu um só passe que pudesse ser rotulado de burocrático, tocava curto, mas sempre para o lado certo, para o companheiro em melhor condição de iniciar o contra-ataque. Com colocação perfeita a bola constantemente acabava em seus pés.

No Guarani, Zé Carlos é volante, sem ser cabeça-de-área. Um espécie raro no atual futebol brasileiro. Quase um centromédio à antiga – vértice da maioria das triangulações feitas.

- Aqui, no Guarani, jogamos com mais passes longos e mais rápidos que no Cruzeiro. Pra mim, tocar curtinho é mais bonito, é melhor, por estar dentro das minhas características. Porém não posso querer jogar assim, se não é o melhor para o time.

- Aqui no Guarani o volante não tem obrigação de ficar fixo na frente de sua área, protegendo os zagueiros. As ordens que eu tenho são no sentido de marcar em cima o ponta-de-lança adversário, Quer dizer se ele jogar recuado, eu avanço, Se ele cair pelas pontas, normalmente vou junto. Mas tudo isso quando o time dele está com a bola. Quando a bola está com o nosso time, tenho liberdade para avançar.

No final do ano passado, quando o Guarani comprou seu passe, não foram poucos os que criticaram a transação. Afinal, o Guarani acabara de vender Flamarion, um menino, e colocava em seu lugar um jogador de 33 anos, em fim de carreira. Agora, ninguém mais é capaz de fazer esse tipo de crítica.

- Ganhei passe livre do Cruzeiro, por força da lei, e não queria continuar mais no clube, Estava lá desde 65 e achei que era hora de mudar de ares.

O Guarani mostrou-se interessado. Conversaram e Zé Carlos vendeu seu passe por 800 mil – um preço que seria, no mínimo, o dobro, se a transação fosse feita de clube para clube.

Zé Carlos começou sua carreira como ponta-direita em times de várzea de Juiz de Fora. Quando foi para o Esporte daquela cidade, o técnico do juvenil – sargento Fonseca – deslocou-o para a meia-direita por achar que lhe faltava velocidade para ser um bom ponteiro.

- Essa foi a grande influência que sofri na minha carreira. Acho que se tivesse continuado a jogar na ponta não iria mesmo longe.

- Gostava de ver o Djalma Santos jogar, foi vendo ele que aprendi alguma coisa. Era um cara que não corria atrás do ponta. Corria era para o lugar por onde o ponta teria que passar. Quer dizer, pegava o cara na curva, criando atalhos dentro do campo.

- Antigamente havia muita criação, o futebol atual exige que você corra o campo todo, marque o adversário sem trégua. O futebol mudou. Eu tenho que acompanhar a evolução para não ficar parado.

- Esses garotos novos do Guarani, cheios de entusiasmo, estão me fazendo bem. Eu quero acompanhar isso.

Por Sérgio Martins

sexta-feira, 1 de junho de 2018

O Fla-Flu começou 40 minutos antes do nada (em 1904).





REVISTA DA SEMANA - 10/09/1905


Futebol no Rio de Janeiro

“O Fla-Flu começou 40 minutos antes do nada”, assim dizia Nelson Rodrigues e ele de certo modo estava certo pois o Flamengo fundou seu Departamento de Esportes Terrestres e começou a praticar oficialmente o futebol em 1911 e o primeiro Fla-Flu começou em 7 de julho de 1912, porem uma informação encontrada na “Revista da Semana” do Rio de Janeiro de 10 de setembro de 1905 onde consta que no ano anterior (1904) vários clubes foram fundados para a prática do futebol e entre eles os teams do C. R. Flamengo e Boqueirão do Passeio, clubes que de acordo a história só começaram a praticar futebol anos mais tarde.

Primeiramente foi encontrado um jogo do Club de Regatas Boqueirão do Passeio contra o Foot-Ball and Athletic Club publicado na mesma “Revista da Semana”, em 26 de fevereiro de 1905, procurando um pouco mais, foi encontrado um jogo do C. R. Flamengo, o ano 1904, e a surpresa, o jogo um Fla-Flu, no mesmo dia em que o 1.o time do Fluminense enfrentava o Sport Club Germânia-SP no seu primeiro jogo de sua excursão pela capital paulista, 4 de setembro de 1904, no Rio de Janeiro, no campo do Paysándu Cricket Club, às 4 horas da tarde, o 2º time ou 3º do Fluminense Foot-Ball Club enfrentava um time do C. R. Flamengo em um amistoso, notícia que saiu em vários dos principais jornais do Rio de Janeiro, que publicaram escalações e o resultado, um empate em 2 a 2.

Fontes: Gazeta de Notícias, A Noticia, O Paiz, Jornal do Brasil e Jornal do Commercio.


A NOTICIA (RJ) - 03-04/09/1904


terça-feira, 22 de maio de 2018

Uma excursão intermunicipal da A. A. São Paulo em 1908





Nos dias 25 de janeiro (Sábado) e 26 de janeiro (Domingo) de 1908 a Associação Athletica São Paulo da capital  realizou uma excursão pelo interior do estado, jogando primeiramente em São Carlos do Pinhal (atual São Carlos) e depois em Rio Claro.


Em São Carlos a A. A. São Paulo venceu os dois jogos que realizou contra o Club Garibaldinos, entre os 2.os times venceu por 4 a 1 e entre os 1.os times venceu por 2 a 1.

No dia seguinte em Rio Claro apenas uma partida, entre os 1.os times contra o Club Pery, com nova vitória por 2 a 1.


Veja detalhes em notícia que saiu no Jornal "O Commercio de São Paulo" de 29 de janeiro de 1908, quarta-feira, na página 3.




Detalhe da 1.a parte da notícia, jogo em São Carlos.



Detalhe da 2.a parte da notícia, jogo em Rio Claro.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

"Os primeiros jogos do futebol brasileiro de 1895 a 1902" - 2ª edição






"Os primeiros jogos do futebol brasileiro de 1895 a 1902" - 2ª edição, revista e atualizada, agora com 72 páginas, trazendo de forma inédita a história do jogo SPAC 1 x 0 Hans Nobiling Team de 29 de junho de 1899 e imagens inéditas do Sport Club Internacional de 1901 feitas pelo fotógrafo amador Antonio de Campos o mesmo que fotografou a despedida de São Paulo do Rio Team em 1901, além de informações dos jogos SC Internacional 2 x 0 Paulistano em 1901, Brasileiros x Estrangeiros de abril de 1902, Brasileiros x Ingleses de junho de 1902 e uma imagem de Antonio Casimiro com Charles Miller de 1902, você não pode perder.